A Máquina de Moer Craques
Peço desculpas pelo texto enorme. Mas acho que o tema merece. Leia abaixo umas mal traçadas sobre a vida e a morte de um craque – que acaba de fazer 18 anos de idade.
O que vc aí, maloqueiro, maloqueira, fazia da vida quando tinham oito anos de idade? Eu, deixa eu ver... coça, coça, coça.... ah: eu estava na segunda série da Escola Estadual Professor Demosthenes Marques. Lembro que eu gostava da pizza vendida na cantina durante o recreio e do sanduíche de aliche. Minha professora chamava Dona Lourdes. Na frente da escola tinha um boteco que vendia doces (abóbora, geléia, maria mole) e sorvete de massa daquelas máquinas que você escolhia o nome pela cor: mgroselha, uva, laranja. Só a cor mudava, o gosto era mais ou menos o mesmo. Na esquina tinha uma banca de jornal onde eu comprava gibi e do lado a loja da Dona Guiomar, que vendia os decalques que eu punha no trabalho da escola.
- “Pô Edsô, eu lá quero saber da sua infância, eu quero saber é do Corintia, meu!” vai dizer um Fiel mais popeiro aí.
Calma, mané. Estou dando a volta toda para dizer o seguinte:
O Lulinha entrou no Corinthians com 8 anos de idade.
Isso não é chocante? Um moleque com 8 (OITO) anos já entra num clube.
Eu estou até vendo: começa com o pai todo feliz e orgulhoso, pensando “Pô, este moleque joga bola”. Aí os amigos do pai, os vizinhos, os parentes. Pô, esse moleque joga bola.
Na escola, a molecada diz: “pô, esse moleque joga bola”.
Esta criatura ouve há pelo menos 10 anos – em sua vida que tem 18 – que joga bola pra caramba. Que é o tal. Passou pela peneira, fez do infantil pra frente ouvindo, todos os dias, alguém dizer: este moleque joga bola.
Se isso, por si só, não estragar a cabeça de alguém, eu jogo fora minha camisa autografada pelo Sócrates.
Quando fez 16 – dezesseis anos – a família assinou um contrato de três com o Timão. Já tinha empresário – que agora chama Agente Credenciado Pela FIFA. Quem procurou a família para se assenhorar da carreira do Lulinha foi o senhor Wagner Ribeiro.
Depois de ganhar tudo o que tinha direito no Terrão e virar o dono da bola na Seleção Sub-17, Lulinha chegou a auge. Ele tinha 17 anos. Isso faz um ano.
Há um ano, Lulinha foi elevado à condição de Maior Esperança de Revelação. A badalação começou em dezembro de 2007, às vésperas da Copinha, quando ele, já titular da 10 canarinho, foi apontado como “o cara” do Timãozinho.
Vinha de uma temporada em que tinha feito 27 gols em 26 partidas pelo Paulistinha. Depois veio o Sul-Americano Sub-17, em que ele gastou a bola.
Aí a porca começou a torcer o rabo. Na época o técnico do Timão era o Leão, treinador que detesto desde os tempos em que vestiu a nossa número 1. Mas, no entanto, porém, não posso deixar de reconhecer qualidades que, mesmo um cara que detesto, tem. Dia desses, numa dessas mesas redondas, Leão dizia que encontrou este ano no Santos um ambiente muito estranho, com alguns empresários reinando à beira do alambrado.
Talvez por isso, ele tenha resistido a subir o Lulinha para o profissional em março do ano passado. Parece que não gostava mesmo era de empresário com poder de mando no Departamento de Futebol do Corinthians.
No final de março, Wagner Ribeiro fez a seguinte declaração: "Nosso plano para a carreira dele é colocá-lo no time de cima do Corinthians, chegar à Seleção Brasileira adulta e depois atuar em uma equipe da Europa. Mas, se o Lulinha ficar fora do time profissional agora, nós vamos rever esse plano". Com uma multa rescisória de R$ 4 milhões, valor baixo para quem já era comparado a Ronaldinho, Ribeiro ameaçava abertamente o Corinthians, dizendo que tentaria vendê-lo antes mesmo de passar pelo profissional, caso Leão não subisse o moleque.
A pressão de Ribeiro valeu, Lulinha subiu para o profissional. Depois de 27 jogos, Lulinha fez o primeiro gol como profissional contra o Barras, em fevereiro passado. Para quem era artilheiro nas categorias de base, o resultado de sua primeira temporada no profissional foi pífio.
Em novembro passado, enquanto o Timão agonizava no Brasileirão, o agente da FIFA atacou de novo, com ajuda da imprensa. Começou a “aparecer proposta” de levar o moleque pagando a multa rescisória.
Real Madrid, Barcelona e Chelsea seriam alguns dos interessados. E é curioso ler as matérias da época: tudo sai assim no condicional, com “ria” - estaria interessado, teria vontade de comprar, teria enviado um emissário ao Brasil etc. Eu pergunto: a quem interessa este tipo de jornalismo?
De repente, o Lulinha – que não vinha jogando nada – começou a virar promessa de novo. E, num passe de mágica, o contrato que valia até 2009 foi refeito. Nova multa rescisória: R$ 92 milhões, com validade até 2012. Salário reajustado, 25% dos direitos federativos do próprio Lulinha e 75% do Corinthians. Ribeiro, que começou pedindo 40% dos direitos para si, foi curiosamente bondoso e aceitou este acordo.
Faz uma semana mais ou menos o Lulinha se escalou para entrar no jogo contra o Norusca. Devia estar passando um filminho na cabeça: ele esmerilhando, fazendo o gol, saindo carregado como herói da classificação do Timão no quadrangular final do Paulistão 2008. Seria a volta por cima.
Anteontem, uns espíritos de porco foram até o Parque São Jorge e escreveram o que uma parte da torcida anda pensando dele. Picharam o muro do lugar onde um garotinho de 8 anos de idade chegou um dia com um par de chuteiras na mão e a cabeça cheia de sonhos.
O texto certamente não fazia parte destes sonhos: Fora Lulinha!
Esta é a brevíssima história de como funciona uma máquina de destruir craques. Deixo aos jornalistas a tarefa de ir a fundo nesse caso que está matando o futebol brasileiro, literalmente, no nascedouro.
Fora Pichadores
Vai pichar o Chiqueiro, pô!
Agora virou moda neguinho (branquinho, amarelinho, vermelinho - o que vcs quiserem) ficar indo lá no Parque emporcalhar os muros com mensagens.
Tenho moral para xingar pichador. Eu mesmo já pichei muro. Noutros tempos, em que não havia canais para que as pessoas falassem ao mundo o que pensavam.
Agora, com internet, desculpem: não há qualquer razão para pichar muro. O que move alguém a pichar muro hoje é vontade de impor seu ponto de vista ao outro. Isso não é democrático, ao contrário.
Quer falar o que pensa: faz um site. Manda e-mail. Pendura uma placa no corpo.
A imprensa também tem lá sua culpa, porque noticia o assunto assim: “torcida do Corinthians pede saída de não sei quem”. A torcida não pediu nada. Alguém fez uma pesquisa para saber o que pensa a torcida sobre isso?
Acho que o time pisou na bola, o Mano pisou na bola, mas uma coisa é inegável: não passamos vergonha neste Paulista. E isso já é um avanço.
Estou dizendo que tá tudo lindo? Não. Muita coisa precisa melhorar. Precisamos de jogadores de mais qualidade, especialmente no meio de campo e no ataque.
Mas pichar muro pedindo saída de jogador que ainda pode mostrar a que veio, pra mim, não é ajudar o Timão. É jogar água no moinho dos outros, que querem mais é ver o circo pegar fogo lá na Fazendinha.
A chave deste momento, rapaziada da Fiel, é todo mundo junto para ajudar o Todo Poderoso.
Pé Direito Contra Turma da Pamonha
Sorteio feito, a sorte veio para o nosso lado na briga com os porquinhos caipiras. Tem gente me xingando muito aqui nos comentários do blog porque anda se ofendendo justamente com a palavra “caipira”, que, para mim, é simpática. Sou caipira de pai e mãe: meu pai nasceu em Herculândia, minha mãe em Marília. O que é ofensivo no apelido que cunhei é o fato de ser comparado ao porco matriz, lá das bandas da zona oeste. É por isso que devo ser xingado.
Mas a decisão das oitavas de final da Copa do Brasil vai ser em casa – se é que o podemos chamar assim o Lacraião. Porque a Casa do Povo, que é o Pacaembu, só fica pronta lá pro dia 10 de maio, na abertura do Brasileirinho, contra o CRB. Quem não tem cão caça com lebre, né?
Importante é que o time está treinando, e o Douglas já começou a ralar na Fazendinha. Ontem fez o primeiro treino físico junto com todo mundo e logo, logo, vai envergar a 10 do Timão, que já foi usada por gente de muita responsa, como o Riva-Patada-Atômica e Neto Xodó.
Com ele no meio a esperança é que se jogue bola neste time que é apenas esforçado. Mas tem um fulano dando sopa aí que é o Elias da Ponte. Este eu queria ver no nosso time. Com um reforço assim, mais Douglas, acho que nossos problemas no ataque começavam a acabar.
Mas é só palpite de um doente aqui.
Porque se não acertarmos este meio, vamos de ter de fazer o que o mano Stélio, cearense sangue bom, sugeriu num comentário faz um tempo aí: colocar sininho na bola, que nem futebol de cego. Aí a moçada não tem desculpa – se não viu, pelo menos ouviu a gorducha.
Agora, tenho lido o debate aí nos comentários e ele está acalorado demais, sô! Que é isso gente? Somos todos da Nação. Tudo alvinegro doente. Vamos com calma que o andor de São Jorge é de barro.
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Vai ser pedreira vai ser encarar o time do Caio Potter lá no Serra Dourada de novo, viu moço? A Turma da Pamonha (gosto mais da com lingüiça) vem meio embalada aí, querendo mostrar serviço para o Brasil. E nada melhor do que encarar um time de ponta em jogo transmitido por TV aberta.
Eu tenho fé no Timão, mas já vou avisando mano Mano: vai ter que jogar bola.
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Hoje tô com dificuldades de colocar fotos e hiperlinks, conto com a compreensão de vcs.
Libera a 25!
Olha a carinha triste dele: libera a 25, pô!
Hoje o Galego me ligou brabo. Xingava o mano Mano de todo nome feio que conhece – e olha que ele tem um repertório vasto, feito daquela mistura de espanhol, italiano e português falada nos botecos da Mooca.
A razão da ira do Galego é a teimosia do Mano em negar a camisa 25 para o Lula Molusco. Segundo o Galego, Molusco já tinha dito por aí que lá no Uruguai a mística da camisa pesa muito, mas que aqui no Brasil não se dava muita importância para isso, etc e tal. E que o professor estava segurando o bagulho da bagaça.
Aí eu me irmano com o Galego e explico para vc, Molusco. Nós, brazucas, damos importância pra camisa, sim. A dez do Riva e a oito do Magrão eram sagradas, assim como a sete do Marcelinho. E dentre as inesquecíveis teve a Três do Gralak, ou a quatro do Baré, né? Dá para esquecer aquilo?
Dou a volta toda para perguntar, junto com o Galego: será que o mano Mano vai deixar de frescura e liberar a 25 pro Moluscão depois que a 10 foi para o Douglas mesmo?
Muita gente pode achar que isso é bobagem, mas é bom lembrar que no futebol estas coisas são sérias. O próprio Molusco tem o 25 tatuado no braço. Se é fundamental pra ele, por que não libera logo? Libera mano Mano!
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Demorou, mas chegou o meia que tem a tarefa de ser um oásis no deserto da criação que é nosso meio de campo. Que o Douglas arrebente e vire xodó da Fiel.
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A novidade foi adiada aqui pelo pessoal do Portal. Assim que souber, aviso.
Só Faltou Jogar
Vem logo, "seo" Wilson!
Os astros se alinharam, os reservas do Santos surpreenderam, o Tiozão compareceu e só faltou uma coisa para chegar ao quadrangular final do Torneio Aquecimento. Jogar bola.
Mais uma vez jogamos mal, meio aos trancos e barrancos. Mano Mano tem sua parcela de culpa por escalar Bóvio – ninguém no mundo escala um Bóvio impunemente. É um negócio que marca o sujeito – “olha, tá vendo aquele treinador ali...então, ele escalava o Bóvio...”. E veja que o Bóvio nem foi tão bisonho assim no jogo. Falo dele porque, como jogador, é um símbolo de tudo o que não queremos mais no Timão.
Sobrou aquele problema: nossa armação ficou mais uma vez a cargo do André Santos, ou de arrancadas pelas laterais ou na base da ligação direta. O Norusca, que não é um timinho qualquer, ficou só de botuca, esperando para dar o bote. E o fez por três vezes.
Resultado: a Fiel fez sua parte secando direitinho a Macaca, mas, sem fazer a lição de casa, o Timão ficou na trave do G4, em quinto lugar no campeonato.
Até que não foi mal negócio para quem saiu de onde saiu e montou um time meio às pressas, na véspera do início do torneio.
Só que a Fiel Torcida merece sempre mais.
O campeonato em si nem era tão importante assim para a gente. Valeu mais para aquecer o time e montar a base para vencer os desafios de 2008 e arrebentar em 2009. Importante pro Timão é voltar rapidinho para a elite do Brasileiro e vencer a Copa do Brasil – que é o atalho da Libertadores.
Com Douglas chegando, mais uma ou outra contratação pontual, junto com uma lista de dispensas justas, acredito neste trabalho. Acho que pode dar jogo. Falta pouco para o Coringão ter uma equipe forte, que chegue junto nas principais competições nacionais e internacionais.
Não vou antecipar nada, mas amanhã, fechado este ciclo, tem novidade aqui no blog. Até lá.
Domingão do Zap
Mano trouxe Timão até aqui - agora falta um salto de qualidade
Este domingo é dia de controle remoto na mão, na melhor de três que nos tira ou nos coloca no G4. Primeiro mano Mano & Manada têm de fazer a lição de casa: despachar a noruscada em Bauru. O que, convenhamos, não é assim uma sopa de lesma. Os caras são aquela unha encravada, sabe? Negócio chatinho.
No Lacraião o Timão veste as cores do Grená da Mooca. Vamos ver se é só com a gente mesmo que vale o apelido do Moleque Travesso.
Ao rés do mar confesso minha incredulidade. Na minha opinião, o jogo já está entregue para a Ponte, que tem um pé no quadrangular final. Disse aqui e reafirmo: a sardinhada vai torcer contra o próprio time no domingo, só de birrinha.
Vale lembrar que, se ganhamos em Bauru, um empatezinho no Lacraião ou na Vila Mangue nos classifica. Vale a pena tirar o kit-catiça do armário.
Isso tudo porque andamos tropeçando nuns jogos fáceis, como o do Juventus mesmo. E também sofremos com o confisco de pontos, como o ocorrido no já famoso Crime da Baixada.
Sem Rincón, corremos o risco de jogar com Bóvio (aparentemente já escalado) e o Heverton Zééééééééro. Aí vamos ter a dupla caipira Nhô Ruim e Zé Pior arranhando a melodia em Bauru, né?
Mas a vaga do Rincón ainda é disputada por Marcel, Acosta e Lulinha. Eu preferia o Everton Ribeiro com a titular Toda Poderosa – na ausência de um meia que saiba jogar bola.
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Douglas chega na terça. Demorou.
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Quem fica, quem leva bica
Qualquer que seja o resultado de hoje, o Timão entra em nova fase a partir de segunda. Da tragédia do rebaixamento até aqui, o saldo está para lá de positivo. Mas é preciso acertar o prumo e, pra isso, alguns têm que sair, outros têm que chegar. Alguns têm que provar que podem e outros não tiveram muitas chances. Então tenho quatro listas:
Os que levam bica: Heverton, Bóvio, Perdigão, Lima e Marcel.
Onde falta gente: lateral direita, meia de armação, ataque.
Os que precisam ter chance: Caju, Valença, Everton Ribeiro, Marcelo Oliveira, Dinelson (os dois últimos se recuperam de lesões).
Os que precisam se firmar: Nilton, Acosta, Tiozão e Lulinha.
Quais as listas de vcs?
Deu Pro Gasto
Na guerra dos Santos, José perdeu por wo. E deu Jorge na cabeça, né, Rincon?
De roxo e tudo, foi um joguinho meio mixuruca, que bateu o recorde mundial de passes errados. Se tem um troço que me deixa mais irritado do que fulano perder gol é o sujeito homem errar o passe.
Pô, o cara fica lá treinando a semana inteira. É pegar a bola daqui e fazer chegar ali. Chega na hora do jogo não consegue. No campão de terra do Flor de São João Clímaco – quando ainda não existia a favela do Heliópolis - ainda tinha desculpa pro cara errar o passe. Porque o pessoal jogava pedra nos jogadores, então tinha que passar rápido a bola e correr para não levar pedrada. Mas lá no Lacraião, partida profissional, todas as condições de jogo... é quase inexplicável tanto erro.
Mas ganhamos. Com Rincón estufando a rede e um segundo gol que foi uma beleza. O Herrera conseguiu dosar classe e raça no lance. Se esgoelou para alcançar a danada, foi puxando para dentro e, de cabeça erguida, achou o André Santos chegando. O cara , que tem jogado bola, bateu de destra mesmo, na falta da canhota e escolheu o cantinho pra ela morrer. Golaço, pelo conjunto da obra.
Agora vamos pra cima dos esmeraldinos – de novo, again. Nas oitavas da Copa do Brasil não tem moleza, osso duro pegar os caras no Serra Dourada contra polícia, torcida e o time mesmo. Que ganhou o reforço do esforçado técnico Caio Potter.
Uma ironia a gente encarar os algozes tão rápido – se bem que no ano passado eles não fizeram nada mais que a obrigação, que era vencer para se livrar da segundona.
Mas que vai ter um gostinho bom despachar a porcada caipira, ah! Isso vai.
Vamos, vamos Timão! Pra honrar este bando de loucos!
Catiça Deu Chabu
Olha, se chover Finazzi cai Juliana Paes lá no Morumbi. Puxa que la vida! Vai ter sorte assim lá longe. Eu já tinha guardado meu kit-seca-tudo - composto por vela, patuá, figa e um São Jorge - quando os filhos do Lacraião marcaram um golzinho sem vergonha que os leva à liderança do grupo na Libertadores.
Enquanto isso a porcada fez a festa em Caruaru, abrindo a porteira depois dos 40 minutos de jogo. Agora devem estar lá na famosa feira da cidade, comendo sarapatel com pimenta e farinha.
Guerra das Camisas
Agora abriu–se uma guerra pelo fornecimento de uniformes para o Timão. Eu acho ótimo. Quem sabe o fornecedor que ficar consegue encher este Brasil de uniformes do Todo Poderoso.
Um Olho nos Malas, um Olho no Peixe
De volta, Tiozão quer provar que não é só mais um rostinho bonito
Doentes da Fiel, todo mundo de calculadora na mão? Porque depois de empatar com os Malas da Mooca e de ter os pontos confiscados no Crime da Baixada, só nos resta mesmo fazer as contas.
E o negócio é simples. Temos de fazer a lição de casa vencendo o Norusca lá e torcer pra um trupicão. Ou dos Bambinos diante dos próprios Malas da Mooca, ou da Ponte diante da sardinhada.
Os dois são difíceis, mas a Ponte perder é mais improvável. Porque a macaca vem no embalo de ir pro G4. Para os gatunos da Baixada o jogo não vale nada. E o jogador deles que se atrever a fazer gol nesta partida, vai levar vaia o resto da vida – como leva o Grafitte. Para agravar o negócio, a defesa da baixada é mais furada que peneira véia. Até tabelinha de cabeça andamos fazendo por lá.
Para piorar um pouco, a habilíssima diretoria do Timão me publica que vai saldar a dívida com o Leão. Quer dizer: se o Leão colocar o time para ganhar é porque levou dinheiro do Corinthians. Não que isso seja realidade, mas criou-se uma circunstância em que o Leão será desonesto se ganhar o jogo. É assim que parte da mídia e das torcidas vai ler os fatos. É mole? Vai ser anta assim lá no pantanal!
Já o pega do Vale dos Cervídeos vai ser um pouco menos pedreira, porque o Juventus precisa arrancar ao menos um ponto dos bambinos se não quiser jogar o A2 do Paulistão em 2009. O problema é que as meninas tricolores vêm animadas pelas últimas vitórias e o time do Juventus é ruim demais. Ô Timinho ruim, sô! Fora o apito amigo...
Quer dizer: o negócio tá russo. Mas a esperança é a última que morre e estamos aí, de roxo, preto, branco e qualquer cor, acendendo vela pra todo lado e torcendo pro Timão.
Vamos, vamos Timão, você é tradição!
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Algum mano aí disse que estamos na bica de contratar o Mineiro. Cacilda! Daqui a pouco vamos escalar um time de volantes. Mineiro, Bóvio, Çadia, Carlos Alberto, Alessandro, Marcel (está aqui na lista de volantes por falta de classificação melhor), Nilton... só falta trazer o Zé Elias, o Fubá, o Taborda...
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Quinta tem briga de Santo; Nosso Guerreiro contra São José. E vai dar Timão, com Tiozão e tudo.

Rincón fez bobagem e quase pôs tudo a perder
Mais uma vez o Timão mandou mal, mas ganhou. Então foi ruim, mas foi bom, né?
Três pontinhos no bornal pra levar para a última rodada a agonia da classificação no G4.
O mano Mano esta semana deu uma entrevista que elucida alguns mistérios. Para justificar porque ele teimava com Marcel, disse mais ou menos assim: ”isso é coisa de treinador, é teimosia de treinador, não tem lógica”. Este mesmo raciocínio pode ser estendido a Çadia e a Bóvio, que é o clone do Çadia. Somando os dois dá zéééééééééééééééééééééro. E o mano insiste. Realmente inexplicável. Com Nilton no banco e Bóvio em campo. É duro.
Mas, tudo bem, mesmo com Bóvio, com Rincón obrando em campo, com Dentinho e Carlos Alberto sem jogar nada, com o Mano mandando recuar quando dá perigo de gol no adversário ... com tudo isso, André Santos e Herrera garantiram o bicho da moçada e nossos 3 pontinhos no Parque.
Agora é passar pela fúria de São José no meio da semana para embalar e fazer a lição de casa contra o Norusca.
E catiçar os outros, né?
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Negócio profissa é outra coisa, né gente?
Roxo?
A Nike fez uma camisa roxa que fica azul na televisão – pelo menos foi isso que andaram dizendo. Aí, como o Marília também é azul, o Timão entrou pra jogar com o fardamento branco mesmo, para não confundir com o Marília. Aí o Marília entrou em campo de abóbora. Esse profissionalismo todo deve ter sido aprendido lá em Barcelona, né?
Ô, gente: vamos tratar o Timão como coisa séria. Respeitem a Toda Poderosa camisa – seja qual for a cor dela.
Edson Campos é publicitário, maloqueiro e sofredor. Nasceu Roxinho da Silva. Descobriu em pesquisas recentes que o futebol foi inventado em 1977, por São Basílio. É torcedor do Primeiro Campeão Mundial da Fifa e está em busca de um título ainda não conquistado pelo Coringão. Acredita que o sistema político perfeito é a Democracia Corinthiana. Seu prato preferido é leitão – de qualquer jeito. Salve Jorge!