Cada Um Tem o Falcão Que Merece
Olha aí a bandeira "stáile" do Ceará
Cambada de doentes: a coisa mais próxima de um craque que já passou pelo Ceará é o nome do sujeito aí de cima. Não sei porque, mas a tradição cearense no futebol brasileiro é o exato oposto de sua história no humor, onde pululam os talentos. Os humorísticos da tv brasileira devem representar metade do PIB cearense.
Mas isso não significa que vamos encarar moleza lá no Norte. Não sei como está o Fortaleza, não vi nenhum jogo deles este ano. Sei que os caras estão invictos. E nossa história por lá não é das melhores. Não me lembro de nenhuma goleada recente do Timão pra cima deles, por exemplo.
Então temos de ter respeito e encarar o negócio a sério – mesmo que eles fiquem contando piada entre uma cobrança de escanteio, lateral ou falta. Falando em piada, todo mundo conhece a da cabeça chata, né? Agora vou contar a versão cearense dela, em homenagem a meu amigo Stélio.
Sabe porque que a cabeça de paulista não é chata em cima?
É porque o pai fica batendo dos lados da cara do paulistinha se perguntando: Ô coisinha bonita, será que é meu? Será que é meu?
Bem, a piada é horrível, assim como a da cabeça chata.
A sério, entraremos com alguns desfalques, mas nada que mude radicalmente nosso jeito de jogar. Porque já desisti mesmo de ver um time mais ofensivo, com o habilidoso Everton Ribeiro desde o começo do jogo. Só peço ao mano Mano que não coloque o moleque no jogo aos 44,5 do segundo tempo.
Devemos ter a volta de Lula Molusco, além de Fábio Ferreira, o Rei da Balada. Já disse que estou me lixando pra ele ser baladeiro. Pra mim ele pode virar a noite com o Adriano e o Vagner Love lá no Pirata. E passar o rodo na mulérada.
Se entrar lá dentro das quatro linhas e jogar bola, pra mim tá bom.
Ôxi. Ramo que ramo. Antes que a rural ratole.
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Pô, olha só como prejudicam o Timão: o Bóvio levou só um jogo de gancho. Se fosse o Dentinho pegava uns quatro...
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Marcelinho, hoje, por um salário mínimo?
Tá caro.
Feitiço Vira Contra as Feiticeiras
Eu sei que em festa de Jacu, Nhambu não pia. Mas vou abrir aqui uma exceção. Foi ruim para nós o resultado do confronto suínos versus cervídeos. Mas assistir a entrevista daquele diretor tampinha sanpaulino depois do jogo foi legal.
Parece que o cara está provando do veneno que o resto do Brasil prova há anos. Porque faz muito tempo que a arbitragem bambiou. Não há engano cometido contra o time lá do Vale das Mocréias há muito tempo. Tem um cheiro de ameaça à hegemonia do Lacraião. E isto, por si só, é bom para o futebol brasileiro.
Barbeiro Falastrão
Felipe Mala tropeçou na língua e começou mal
Primeiro ele derrapou no verbo, ao falar mal do Timão no ano passado. Disse que torceu contra a gente. Hoje foi o dia de barbeiro, castigo de São Jorge. Não se fala mal do Todo Poderoso, ouviu Felipe Mala?
Tá devendo desculpas à Fiel. Porque ele foi um a não torcer por nós. Nós somos milhões a não torcer por ele.
Malas da Mooca Param o Timão
Nem com gols de André Santos e Fabinho a coisa andou
Rapaziada Fiel, rapadura é doce mas não é mole, não. E não é que a melhor defesa do campeonato resolveu entregar esta rapadura? Foram falhas meio individuais que deram aos maletas da Mooca o empate.
No primeiro tempo até que fomos bem, mas o segundo foi de lascar. Clique aqui para ver os melhores lances do jogo. Perdemos ali no primeiro a chance de resolver o jogo. E volto a dois aspectos do meu último post para olhar direito este jogo.
Primeiro o que tinha falado sobre a maneira intempestiva como semi-jogadores, moleques ainda, são jogados na fogueira de um campeonato de ponta como o Paulista, cheio de pressões por todos os lados. Alguém aí vai dizer que o Pelé só tinha 16 e já esmirilhava. Rapaz, Pelé é Pelé, Riva é Riva, Neto é Neto, Marcelinho é Marcelinho. O que se aproxima de craque hoje no time do Timão é o Dentinho. E só. Dá pra gente trocar o apelido com o Botafogo, o time da estrela solitária.
O Lulinha, que foi massacrado pela Fiel no Morumbi, é um moleque de 17 anos. Não é craque, mas acredita que é - ou já acreditou que era. Tem contrato com os Wagner Ribeiros da vida e deve falar mais de futebol com o empresário do que com os técnicos que passaram pelo Corinthians. Este cabeçudo tinha que ficar treinando para aprender fundamento, como passe e conclusão. Não deveria ter a responsa de resolver nossos problemas de ataque. E já devia ter passado por alguém que dissesse pra ele: Lulinha, venha cá, meu filho. Negócio é o seguinte: você não é craque, não vai jogar no Barça a semana que vem. Esquece o que o seu empresário te fala. Você poder ser bom. Mas vai ter de comer gama, viu?
O mesmo vale para todos os que estão marcando passo lá no Parque. Também acho injusta a pegação no pé do Caju, que tinha acabado de entrar. Aí eu vejo pisada na bola do mano Mano. Porque são moleques, não se pode jogar tanta responsabilidade sobre as costas deles. Começa jogando aos poucos, mas não me põe o cara no fim do jogo pra resolver. Colocar faltando quinze minutos – tanto o Caju quanto o Everton – e falar agora vai lá e resolve, aí não dá.
Tivemos um pouco de azar também, perdemos o Rincón e o André Santos. Mas o outro ponto que, para mim, explica este empate com os malas da Javari é justamente a postura do mano Mano.
Um chegado aí que freqüenta o blog já disse que se a gente tivesse o Messi e o Deco no banco era ali mesmo que eles ficavam. Porque parece que pra jogar neste time tem de ser forte e raçudo, não pode entender muito de bola. É uma opção de montar time, né? Assim não vamos passar vergonha – como no ano passado.
Mas assim não dá para pensar em títulos.
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Sobrou trabalho pra gente, Fiel. Temos de secar Porcos e Bambis amanhã, torcendo prum empate. E, o mais difícil, catiçar a Ponte contra o Guarani.
Zéééééééééro Encara Mistura de Vampíro Com Capeta
Parece que ele já foi apresentado à bola. Agora só falta jogar.
De novo vamos entrar em campo com o Heverton Zéééééééééééééro, ou Heverton Nada. E do lado de lá nesta batalha, Zero vai encarar a mistura de vampiro com capeta que deu um dos melhores camisas 8 que o Todo Poderoso já viu.
É gozado que neste jogo a gente fique de cara com este dilema, o da armação no meio de campo, olhando para um passado que já foi glorioso e para um futuro que não consegue se firmar nem como promessa. Porque o Vampeta já foi o cara. Era polivalente porque conseguia se comportar de maneiras diversas, conforme o ritmo do jogo. Se tava mais para retranca, ele era bom volante. Se o negócio era se mandar ele apoiava o ataque e não errava passes. Hoje é jogador aposentado em atividade.
Já o Heverton Zero é a cara deste futebol brasileiro que joga na fogueira moleques que não conseguiram ainda se firmar como jogador. O garoto aparece nas divisões de base – no caso do Zero o pai da criança é o Guarani. Lá na base já começa a ser assediado pelas varejeiras. A Lei Pelé, que tinha aparecido para dar a carta de alforria dos jogadores, acabou inventando uma lógica perversa que pune o clube e que transforma pedra bruta em cascalho. Os únicos que ganharam com essa história foram os empresários, sujeitos que não estão na estrutura formal do futebol e que acabam virando a mola mestra da corrupção no ludopédio brasileiro. É comissão pra cá, comissão pra lá, e jogadores que ainda não deveriam estar disputando uma partida por uma equipe de ponta são escalados sistematicamente.
Não acho que o mano Mano seja desonesto. Mais do que isso: acho que ele, hoje, no Brasil, é um dos melhores técnicos. Se há méritos de chegarmos à ponta da tabela, são quase todos dele. Pegou uma colcha de retalhos e fez um time eficiente. Joga de maneira monótona, mas é eficiente.
Voltando ao Grená da Mooca, temos de ter cuidado com o véio vampiro. Porque o bicho tá véio, mas ainda é ele, né? Vai que dá um lampejo no cara justo contra a gente. Aí ele vira o Ataliba dos anos 2000. Ataliba era um sujeito que bastava ter jogo contra o Timão e o camisa 7 do Moleque Travesso aprontava pra cima de nós. Aprontou tanto que o Vicente Matheus, o Mister Magoo do Parque São Jorge, acabou comprando o cara. O Matheus sempre fazia isso: se um cara jogasse bem contra o Corinthians, já estava comprado. Foi assim que chegaram o Parque o Sócrates, o Biro Biro e César, o goleiro anão.
Òbvio que Ataliba vestiu nossa camisa 7, mas não jogou nada no Coringão. Embora tenham sido uma ou duas temporadas sensacionais porque, além de boa praça, ele era totalmente gago. E a imprensa o elegeu nosso porta-voz. Era a alegria dos repórteres de rádio. Acabava o primeiro tempo e os caras corriam pro Ataliba e esticando o microfone sapecavam: “Tatá faz uma análise do jogo!”. E o Tatá: “ó-ó-ó-ó-lha. A gentetem qui- qui-qui-qui-qui-qui irpracimadeles”. E saia correndo. Era hilário.
Na busca pela ponta a gente entra contra outro Juventus, um time que luta pra não cair e que não deve oferecer perigo real – se a gente não quiser segurar o empate. E devemos ir de Bóvio, no lugar do Perdigão e Heverton Zero, que entra no lugar do André Santos na armação. Este volta pra ala e Carlão vai pro estaleiro. Dentinho e Herrera na frente, Rincón no meio. Se os dois últimos jogarem alguma coisa acho que vencemos com alguma facilidade. Isso se a retranca suprema não baixar no mano Mano.
É isso doente, vamos que vamos, rumo ao topo!
Corinthians 4, Parmera 3. No começo dos 70.
Tião foi o herói do jogo do Edson, de São Bernardo. Aí na foto ele é o terceiro de pé, esquerda pra direita. Este mesmo, o de capacete Playmobil com costeleta.
Pessoal, tinha prometido e vou entregando. Este aqui é o jogo inesquecível do Edson Vieira, mano de São Bernardo. Ele mandou o texto pelo blogdotimao@gmail.com.
O Corinthians é tão importante pra mim que fica muito difícil escolher o jogo que me foi mais marcante. Freqüento os estádios de futebol desde os 4 anos e agora, aos 50, teria muitas histórias pra contar sobre os emocionantes momentos proporcionados pelo Coringão em minha vida simples e, naturalmente, sofredora.
Dentre elas, uma partida nos idos de 1971 ficou pra sempre tatuada em meu cerebelo pela emoção incomum de que se revestiu.
O cenário era perfeito: tarde fresca porém ensolarada de domingo no Morumbi lotado (quase) pra receber um Derbi que, naquele tempo, era como se chamava o encontro entre Corinthians e Palmeiras (com o perdão da má palavra).
E, no entanto, tudo sugeria uma tragédia, pois ao final do primeiro tempo os maledetos já estavam ganhando de 2 a zero, gols do César Maluco. Não foi mole agüentar a gozação do Mauro, meu amigo palmeirense sentado ao meu lado na arquibancada atrás do nosso gol, que era defendido pelo melhor goleiro do mundo na época, o Ado.
No começo do segundo tempo, Mirandinha (o primeiro) trouxe a esperança pra Fiel, que explodiu de vez quando o empate chegou na forma de uma pomba sem asas enviada pela canhota estreante de Adãozinho, ainda garoto, do meio da rua. Nem deu tempo de sentar e o desgraçado do Leivinha (que depois foi expulso, como o Rivelino) colocou os porcos (que ainda eram chamados de esmeraldinos) na frente de novo.
Parecia daqueles dias que a gente ta marcado pra morrer. Mas aí quem sentou mesmo foram eles, e de vez, porque o Tião (que parecia uma garça e fazia o meio-campo com o Riva) fez fila na defesa deles e driblou até o Leão (O Sem-Caráter) pra deixar tudo igual, de novo.
Já tava muito bom, mas, como diz o adesivo, Deus é Fiel e reservou pro último minuto outro gol do Mirandinha, o da virada mais gostosa que eu já assisti na minha vida simples e, naturalmente, sofredora de torcedor fiel nesse mundão véio do Timão.
Heverton Nada Sai do Zero
Tá bom, Zero. Você venceu.
Olha, antes de falar do jogo em si, queria comentar algumas inovações promovidas pela Federação Paulista de Futebol que, a meu ver, não foram muito felizes.
A primeira novidade que não gostei foi promover o jogo num canavial aparado. Não sei, parece que um objeto redondo como a bola não consegue se movimentar direito no meio daqueles tufos de cana que saíam das pequenas moitas distribuídas pelo pasto cercado de cal. Acho melhor a Federação voltar à idéia original de promover partidas em campos com braquiaria ou esmeralda mesmo.
A segunda idéia que não gostei foi a de colocar o trio de arbitragem formado por portadores de deficiência visual. Não que eu seja contra a integração ao mercado de trabalho de diversos segmentos que hoje não têm oportunidade. Mas é que para apitar jogo é melhor o sujeito ter alguma acuidade visual mesmo. Só bengala e pastor alemão não resolvem. Caso contrário é capaz do trio marcar uns impedimentos que não existem ou não ver cotoveladas que abrem o rosto de um atacante. Acho que o pessoal do Instituto Padre Chico vai concordar comigo.
Em terceiro lugar acho que os dois times que disputam a partida deveriam ser formados por jogadores de futebol mesmo. Porque a equipe de saltos ornamentais e luta livre de São José do Rio Preto não proporcionou um espetáculo bonito contra o time de futebol do Sport Clube Corinthians Paulista. Mesmo com os saltos espetaculares dos esportistas riopretenses (ou seria riopretanos?) quando um alvinegro relava neles, a coisa foi feia.
Agora ao jogo. Ganhar fora de casa é sempre bom. Ainda mais quando a vitória nos alça à vice-liderança do campeonato. Mas eu vou dizer, viu, doente: não gostei, não. Ô joguinho ruim. O primeiro tempo foi duríssimo, principalmente para nós que tivemos de assisti-lo. O segundo tempo dava uma pinta de sacolada. Heverton Nada finalmente saiu do Zero numa cobrança de falta em que um volante deles fez um golaço.
Também foi logo no comecinho da segunda etapa que um fulano lá do Circo Rio Preto deu um paredão russo no Dentinho e foi pro chuveiro. E foi aí, quando eu pensei que ia ser feliz, que o caldo entornou.
Pô, mano Mano, que história foi aquela de segurar o resultado? Fiquei esperando o homem botar um Lulinha, um Everton, alguém que desse conta de colocar um fogo no jogo... e nada. Pra coroar, ainda me tirou o Herrera - que estava tomado por algum espírito de porco – e pôs o Suarez? Pô, um zagueiro? Jogando com um a mais? Desanimei.
Todos os méritos e louros ao mano Mano, que nos levou à vice-liderança do Torneio Aquecimento. Mas o Timão tem que ser mais. Não podemos ficar segurando resultadozinho magro contra timinho de nada.
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Na próxima rodada, o Timão pode até chegar à ponta da tabela. Clique aqui para simular os resultados. Tem de fazer a lição de casa contra o Moleque Travesso – que neste campeonato, até agora, foi um moleque bem comportadinho. E depende duns tropeços do Guará, que encara a Turma do Pãozinho nesta quinta e a Turma da Lingüiça no domingo. Ou seja: nós somos o Sanduba de Lingüiça desde pequenininhos...
Dia de Sacolada e Catiça
Mano confere a bola do André, que entra no lugar do Zéééééééro
Rapaziada da Fiel, hoje o Timão vai a Rio Preto e tem obrigação de abrir a porrrrrrteira, com um sotaque bem lá daquelas bandas. Porque o time da Noroeste é um dos primos pobres deste Paulistão.
Se meter um saco de gols no Rio Preto, o pessoal pode ir depois lá na Zero Grau tomar um chopinho gelado, para aplacar o calor infernal da região. Ou então comer um kibe lá no Kiberama, ótima lanchonete árabe bem do centro Riopretense.
Mas o importante é que tem a obrigação de ganhar e, se possível, fazer um saldo de gols.
Mano Mano deve começar o jogo botando o Herrera no lugar do Lula Molusco – que está baleado. Volta o André Santos depois de cumprir suspensão – provavelmente no lugar da Hiperenceradeira, o Heverton Zééééééééééro. Bom, voltamos a começar o jogo com onze.
O Carlão vai pra lateral e frustra de novo os admiradores do Everton – me incluo aí entre os frustrados. E Bóvio dá o lugar pra Çadia, a Maria Bethânia de cavanhaque.
De resto, vamos do mesmo jeito que domingo, quando despachamos a capetada pra Guará no jogo que valia seis pontos.
Mas não se esqueçam: hoje é dia de catiça. Temos que ficar vigilantes. É um olho no peixe e o outro na brasa. Torcendo pros adversários tropeçarem. Torcer pro Empate Geral entre Porco, Bambi, Ponte, Portugas, Capetas e Barueri - quem chama Barueri não precisa mesmo de apelido.
E vamos que vamos, Timão! Para o Alto e Avante, empurrando bêbado ladeira abaixo, tomando o doce da criança, que já vejo um pé nosso no quadrangular final deste Torneio Aquecimento.
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Saci? Quando mais eu rezo, mais assombração aparece...
Dentinho Despacha Capetas Pros Infernos
Moleque Obediente é Assim: Faz a Alegria do Pai, da Mãe e da Fiel
Clique aqui pra ver nosso Exorcista-Mor em Sessão de Descarrego no Lacraião
Fizemos uma partida cirúrgica contra o líder do campeonato. Comparecemos em duas estocadas do Moleque Dentinho, fizemos dois gols, e depois administramos a bagaça. Bom lembrar que Rincón esteve presente nos dois tentos. Depois o jogo teve direito a três bolas na trave, duas pra nós, uma pra eles. O resultado foi excelente num momento crucial: a vitória nos coloca de novo G4 e diminui nossa diferença para o primeiro colocado. Pelo menos nesta rodada o mundo voltou à sua ordem natural. Se o quadrangular final fosse definido hoje o Corinthians seria o único grande entre os quatro a decidir o Paulistão 2008.
O Timão começou o jogo numa formação diferente: o 4-3-2. Isso porque o mano Mano resolveu escalar o Zero absoluto Heverton, ou Heverton Nada, com o diz meu chegado Tiago.
Alguém aí lembra do desenho Fantomas, o Guerreiro da Justiça? Era uma caveira japa que dava gargalhada e distribuía pernada a três por quatro. Tinha um vilão que era um monstro de seis olhos que berrava assim: Zééééééééééérooo!
Pois é, quando o Heverton pega a bola eu penso Zééééééééérrooooo!
No finzinho do primeiro tempo, Bóvio provou que faz uma boa dupla com o Heverton Nada. É o Nhô Ruim e o Zé Pior. Zé Pior pediu um cartão vermelho e foi prontamente atendido por Sua Senhoria, Filho de Todos os Orfanatos, o egrégio doutor José Henrique de Carvalho.
Aliás, Sua Senhoria foi o nome do jogo, fazendo uma arbitragem digna de levar o Troféu Abacaxi. Dois cartões amarelos pro mesmo jogador, gol anulado, pênalti não dado, cartões invertidos... Vendo um juiz assim penso que podíamos inventar uma nova regra no futebol mundial. Quando o Homem do Apito fizer uma lambança deste tamanho, as torcidas dos dois times combinam e dão uma businada daquelas do Chacrinha pro cara. Aí ele vai pro chuveiro e outro assume. O problema é que neste Paulistão a lambança da arbitragem come tão solta que não ia ter substituto pro cidadão.
Com a expulsão do Bóvio, ficamos com nove em campo até que, no intervalo, o mano Mano trocou o Heverton pelo Çadia e voltamos a jogar com dez. E foi com dez que levamos os três pontos pro Parque.
E o que interessa é que chegamos à Décima Quarta Rodada do Torneio Aquecimento com a faca e o queijo na mão. Porque os Inimigos encaram Barueri e Guará. E nós pegamos o Rio Preto, atual saco de pancadas do campeonato. Quer dizer, se o Timão for pra cima e fizer a lição de casa, pode sair da próxima como vice-líder do campeonato.
Isso se a gente não entrar com o Zééééééééeééeéro de novo no meio da semana.
S’imbora, Timão, Você é Tradição!
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Enquanto posto isso aqui o Betão faz sua parte para deixar o Coringão no G4 – e não é que o filho do delegado guardou o dele contra o Norusca?
Superenceradeira Contra a Capetada
Mano Mano gosta duma enceradeira
Enquanto maio não chega, não me conformo. O Everton Ribeiro não ganha chance de jogar nem quando o André Santos se machuca. O moleque é bom toda vida e pelo jeitão vai esquentar banco de novo contra a capetada de Guará. Pelo que tão dizendo aí, vamos de Felipe, Carlos Alberto, Chicão, William, Carlão, Bóvio, Fabinho, Diego Rincón, Héverton, Acosta e Dentinho. Sendo que o Herrera ainda pode trocar de lugar com o Lula Molusco. Do que tem, pra mim tá bom. Só faltava mesmo o Moleque Everton. Que podia até estar no lugar de seu xará com H, a Superenceradeira do Parque.
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Conversa de Meio
Douglas, Renato ou Torres? Quem viu o colombiano jura que o cara resolveria nosso meio de campo. Olhando assim de longe, acho que teríamos um bom problema na dúvida entre os três. O trio já foi discutido em negociações recentes e Douglas reacende a conversa agora. Gosto dos dois que tenho visto aqui pelo Paulistão, vejo em ambos qualidades que nos faltam.O Heverton, que já foi uma baita promessa não passou disso mesmo até agora. Quando maio chegar vamos ver o que acontece. Se Dinelson voltar teremos mais essa carta na manga. Pra ver se desencanta este meio de campo...
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Tudo a Favor
Com as derrotas de Barueri e São Paulo, mais o empate da Ponte o Timão ficou na porta do G4 de novo. Só falta secar o Noroeste amanhã. E é claro, bater o Guará lá no Lacraião. Vamos jogar com raça e com o coração, que este torneio embalo tá começando a ficar bom.
Edson Campos é publicitário, maloqueiro e sofredor. Nasceu Roxinho da Silva. Descobriu em pesquisas recentes que o futebol foi inventado em 1977, por São Basílio. É torcedor do Primeiro Campeão Mundial da Fifa e está em busca de um título ainda não conquistado pelo Coringão. Acredita que o sistema político perfeito é a Democracia Corinthiana. Seu prato preferido é leitão – de qualquer jeito. Salve Jorge!