GloboEsporte.com

Blogs e Colunas

Blog do Torcedor do Santos

Topo do Blog
  1. 02/02/2008

    Sai Ataque Assustador, Entra Ataque Roda Presa


    Vocês têm certeza que este cara é do ramo?

    Êta joguinho chato do caramba. Tirando o Dentinho no primeiro tempo e os dez últimos minutos do segundo, foi uma pasmaceira danada.
    O Mirassol viajou mais de 400 quilômetros com apenas dois objetivos: parar o Timão e exibir a maior quantidade de patrocinadores por centímetro quadrado do futebol mundial. Isto é que camisa de aluguel. Parecia cartaz de Rodeio. Até na sola da chuteira devia ter “oferecimento”. E era propaganda um-pra-um, já que quem passou o jogo todo vendo a sola da chuteira da defesa Mirassolense (ou seria Mirassolana?) foi o Acosta.
    Tem gente aí detonando o Acosta, dizendo que ele não se mexe, que não aparece pro jogo, mas eu vi deferente. Ele não é nenhum azougue. É um cara mais paradão mesmo, até meio desajeitado. Mas tem de receber bola redonda. Este negócio de passar um tijolo quadrado na altura do joelho na beira da lateral e ficar esperando que Acosta, Finazzi - ou quem quer que seja - domine, faça a fila e ponha lá dentro não existe. Não é característica de nenhum atacante deste plantel.
    Aliás, tiramos o Tiozão e colocamos o vácuo absoluto no lugar. O que significa aquele Lima? O que é aquilo? Ele é realmente jogador de futebol? Tem carteirinha da Federação? É sócio do Sindicato? Treina lá na Fazendinha? Pô, achei que ele era líder dos gandulas. Fiquei em dúvida se a Federação tinha punido o Todo Poderoso obrigando um jogador a não tocar na bola durante o primeiro tempo.
    Mas jogamos mal, heim? Foi uma tarde em que o André Santos matou a bola na canela e o Alessandro foi o melhor em campo. Precisa dizer mais? Precisa: levamos um pontinho pra casa no lucro, porque o juiz aliviou pra gente não dando um pênalti claro pro Outdoor da Noroeste.
    Tirando alguns tiros do Dentinho e do Acosta no final, deu sono.
    Pra arrematar, vou cantar de novo a minha velha canção: está faltando qualidade neste meio de campo. Quem armou o time do Corinthians hoje foram o Alessandro (raçudo, voluntarioso), o Bruno Otávio, às vezes o Fabinho (que estreou bem). Estes jogadores não têm qualidade para dar uma bola redondinha pro Acosta fazer um peão lá na frente. A entrada do Everton no finalzinho mostrou que o time melhora quando tem mais habilidade em campo.



    Já Tem Panelinha?

    Muito ruim o Coelho neste jogo. Cabeça quente, fazendo muita falta, dando carrinho por trás, errando todos os cruzamentos e cobranças. Pra coroar, mandou mal na discussão com o Chicão, que estava coberto de razão até se exaltar também.
    Mas esta discussão boba pode ser mal sinal. No tempo técnico tinha um grupinho que ficou ali mais perto do Mano. Os outros mais longe, meio de lado. Será que tem uma panela do Mano? Se tiver, é mal sinal. A panela do Mano tem de ser os onze em campo, mais os que sentam no banco.

  2. 01/02/2008

    Samba de uma nota só


    Mano chama Fabinho e Coelho pro jogo

    Desculpa bater de novo na mesma tecla, mas acabo de ler aqui na Globo que o mano Mano tá escalando o time com dois zagueiros mais três volantes e o Dentinho no meio de campo. PÔ, Mano, você tem todo nosso apoio, mas coloca um cara mais criativo neste meio de campo!
    O adversário não é o Liverpool, é o Mirassol (leia Mirassol como se fosse em inglês). Termina tudo com ol, mas é bem diferente. O Timão tem de ter respeito, mas quem abaixa muito acaba mostrando o cofrinho, pô.
    Com nossa dupla de xerifes mais um Alessandro e um Fabinho, dava pra tirar o Bruno Otavio (de uma vez por todas) e tuxava lá um Everton, ou quem tiver aí neste elenco que consiga organizar melhor o jogo no meio.
    De resto, a entrada do Fabinho e do Coelho são muito bem vindas. O Tiozão, de quem sou o maior fã, tem de se preparar melhor mesmo. E também acho que está certo testar todo mundo. Vamos ver este Lima, vamos ver o Herrera, vamos ver o Acosta. E no embalo, vamos ver o Rafinha, né, caramba!
    Porque agora só falta mesmo alguém pra por ordem na bagunça.
    E o time vai ficando cada vez mais com cara de time.

  3. 30/01/2008

    A Falta Que Faz Uma Genitora


    http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM783592-7824-N-EXPULSO+PERDIGAO+DA+CARRINHO+EM+GALEANO+E+LEVA+O+SEGUNDO+CARTAO+AMARELO+AOS+DO,00.html
    Clique aqui pra ver o lance em que Paulo César e Çadia provam que é possível nascer de geração espontânea

    É chato falar de novo de arbitragem. Fica parecendo desculpa para dia em que jogamos mal. Mas o juiz fez a diferença de novo contra o Timão.
    Desta vez, o Çadia, com o perdão da má palavra, obrou. Aí o doutor Paulo César foi lá na obra do Çadia e sentou em cima. Não que este voluntarioso volante não merecesse a expulsão por levar dois amarelos. Isso foi justo. O Diabo é que no segundo cartão, Perdigão reprisou o que um defensor do Sertãozinho acabara de fazer minutos antes. E aí o profissional que não possui mãe nem falta marcou – quem dirá cartão.
    Isso sem falar na profusão de faltas não marcadas, cartões não dados, penalidades invertidas.
    Fica difícil assim. Porque até o momento em que ficamos com dez em campo, o Timão jogava bem, tinha tudo pra faturar o Sertãozinho lá na vizinhança da casa deles. Era só trocar o Carlão pelo Everton Ribeiro e a coisa caminharia para um sucesso no “chão vermeio”.
    Quem acabou se destacando foi a Muralha, que apareceu de novo depois de alguns jogos apagados por boas atuações da defesa. Os atacantes e armadores do Sertãozinho passavam pelas recém-inaguradas Avenida Carlão e Avenida Alessandro e sempre acabavam levando perigo ali pra nossa cozinha.
    Mas não há de ser nada. Com Coelho e Fabinho de volta, mais entrosamento, mais tempo pro mano Mano e vamos chegar lá. Querendo ou não a comissão de arbitragem do mundo.

  4. 30/01/2008


    Um Chopp no Pingüim


    Fachada do Piguim, melhor chopp do Brasil


    Ribeirão é nossa terra de adoção desde sempre. Mas fincou raízes em nosso coração depois que cedeu o Doutor para desfilar sua genialidade com a Toda-Poderosa número 8. Então hoje deve ter uns milhares de doentes e roxos fazendo a nossa tradicionalíssima festa da arquibancada.
    Pelo jeitão vamos entrar em campo com o toque de habilidade do Everton Ribeiro, mas não vamos nem falar muito que é pra não secar o menino. Se tudo der certo, vamos tomar um chopp no Pingüim na saída. De dois a três dedos de colarinho, com uma espuma tão espessa que você finca um palito de dente no creme e ele fica lá de pé. Acompanhado dum belo sanduíche no palito. E três pontinhos pra gente correr pra cima da tabela.
    Este é o programa básico que o Timão tem de fazer lá em Ribeirão.



    Roxo? Roxo.





    Debaixo deste escudo só verde fica feio

    Eu confesso que torci o nariz quando me disseram da camisa roxa. Que me lembre, só gostei muito de uma, envergada pelo Doutor na Fiorintina. Aliás, há histórias sensacionais da passagem do Magrão pela terra dos Médici. A lenda mais empolgante – na qual não acredito – é que a neta do comendador e dono do time caiu de amores pelo maestro da 8. E ele, digamos, compareceu. O comendador não gostou e lá vem o Sócrates de volta para o Brasil.
    Voltando ao Roxo, sempre fui muito tradicionalista em termos de camisa. Mas é preciso reconhecer que homenagem é sempre bacana. Se é homenagem à Fiel, então, é muito legal. E até que a danada é bonitinha, né não?

  5. 27/01/2008

    Faltou o Detalhe



    Mano Mano vai arrumando o trem aos poucos

    Foi um zero a zero com gostinho ruim, porque tivemos a chance de levar os três pontos pro Parque. Primeiro naquele lance do Finazzi, logo no comecinho. Depois o do Lulinha, que me joga pra fora aquela bola. E teve a carimbada do Alessandro. O resto foi equilíbrio, com mais posse de bola pros Filhos de Bambi e muita pegada do Todo Poderoso, sempre perigoso no contra golpe.
    O Molusco ainda tá fora de forma, o Tiozão não foi avisado de que teria compromisso a partir das 4 da tarde hoje, Dentinho mandou bem, André Santos continua sendo o melhor individualmente, temos uma defesa, o Çadia jogou até que bem.
    Alias, o pessoal tem me cobrado muito, dizendo que eu implico com o Perdigão. Olha, o problema é que ele é médio. Errou mais passes do que o normal, mas jogou bem. É que o Perdigão é assim um Lero-Lero, né? Lero-Lero é um Biro Biro que não faz gol. E de volantes assim estamos cheios. Pode até ser implicância, mas o Perdigão pra mim é símbolo de um meio de campo que não consegue criar. É pegador, tem vontade de jogar bola, mas é pouco para o Timão. Em comparação com o que tivemos em 2007 é uma maravilha, mas é pouco para o Timão.
    Neste jogo, que precisamos entrar mais fechados mesmo, concordo com o mano Mano de sacar o Everton Ribeiro. Mas até agora ele foi o lampejo deste meio de campo. Precisa voltar nos jogos em que a gente pode se mandar pro ataque sem medo de ser feliz. Ou então testar o Rafinha pra ver se ele cria mesmo.
    É preciso dizer que o juiz meteu a mão no Curíntia do pior jeito possível: foi nos roubando aos poucos, poupando o Joílson e o Rick (Ryck, sei lá) de levar amarelos e vermelhos. E isso funcionou como um salvo conduto para bater, matando nosso contra-ataque na pancada.
    Mas em dois lances capitais - o falso pênalti no Dagoberto e o não-gol do Adriano -, ele mandou bem. Marcou o que tinha de marcar: nada no primeiro e falta da Imperatriz sobre o nosso Capitão no segundo. É claro que a imprensa Bambi escolheu lado na hora e ficou se lamuriando no ar.
    Mas já dá pra ver como vai ser a arbitragem neste campeonato. Se com a gente foi assim, imagina na hora de pegar o Araçoiaba do Alto...



    Chega de preconceito

    Pessoal, os juízes precisam ter menos preconceito. Eles estão tratando o Ric, Rik, Ryck, sei lá, de maneira preconceituosa. Só porque o sujeito tem suas preferências, eles acham que isso significa que ele é delicado. E o cara é quase um Chicão (aquele do São Paulo em que ou passava a bola ou o jogador) dentro do campo. Um Capitão Caverna, que senta a botina os 90 minutos – e não foi só contra a gente, não. Pô, o cara é jogador do mesmo jeito, igual que nem. Então chega de preconceito, e vermelho pro Richarlyson.




    Tem um Time

    Ainda é cedo pra elogiar, mas uma coisa dá pra dizer: aí tem um time, uma equipe comandada por um técnico. Com a chegada do Coelho e do Fabinho, mais a descoberta de um cara de criação – tipo Everton Ribeiro – podemos fazer bonito no Paulistão.

  6. 27/01/2008

    Com Tiozão ou sem Tiozão?



    Rapaziada, hoje é dia de pega lá no Vale das Gazelas, que fica bem no meio do Bosque dos Cervídeos. Rapadura é doce mas não é mole, não. A pedreira é por conta de enfrentarmos um time entrosado, que só trocou algumas poucas peças. Já o nosso está sendo construído pelo mano Mano.
    No papel, usando a lógica fria, os Filhos de Bambi levam muita vantagem sobre os Guerreiros Alvinegros. Mas, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como diz o Galego. Como se trata de futebol, tudo pode acontecer. Aí está a nossa aposta.
    O Mano tem trabalhado um time pegador, que marca forte desde a saída de jogo. No nosso tropeço contra o Sancaetano, começamos bem, apertando os bichos lá no campo deles.Se o time conseguir repetir isso por mais tempo, temos a chance de ver um grande jogo.
    Tão dizendo que podemos entrar com duas formações – uma com o Tiozão Matador, outra sem ele e com meio de campo congestionado. Prefiro a do Tiozão. Sem fazer nada, ele preocupa a zaga como seu raro oportunismo e a proteção da bola, que fica sempre atrás dele pedindo: “me põe na rede”.
    Acho bom que este jogo aconteça assim, logo no início do campeonato. Porque se perdemos, tudo bem, dá tempo de recuperar. Se ganhamos, acertamos o prumo e vamos nos preparando pro clássico de verdade, que é jogar contra a porcada.

  7. 24/01/2008

    Só na Chaleirinha



    http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Corinthians/0,,MUL271047-4402,00.html

    Clique aí em cima pra ver o chaleiraço do Molusco

    Mal começou o Paulistão e o Timão já é prejudicado pelo regulamento do campeonato. É, porque ganhar com dois golaços como estes da vitória contra o Tricolinho deveria somar mais pontos. Tipo mais dois pontos por golaço. Num jogo destes a gente pulava pra ponta da tabela.
    O jogo nem foi lá essas coisas, mas por enquanto não precisa mesmo. Temos é de ir arrumando a casa, entrosando o pessoal. O Lula Molusco não jogou nada porque sabia que ia guardar o dele deste jeito , então se poupou. E fez logo de chaleira. Quando acabou o jogo o Galego me ligou meio desconfiado:
    - Ô Edsô, me diz uma coisa: como é que se fala gol de chaleira em uruguaio, heim?

    Eu disse que sei lá mas vi no dicionário que chaleira é Tetera. Então deve ser um gol de Teta, né galego?
    Tem uns malas na imprensa dizendo que o Lula Molusco desencantou. Pô, encantamento de dois jogos não existe. Encantamento é cinco jogos no mínimo, isso está fixado pelas regras mundiais que regem o comportamento das torcidas. Então o Acosta estreou ontem, não tem nada de "desencantar".
    O primeiro golaço foi daqueles que a gente vai levantando devagar. Na primeira troca de passes, já vamos colocando as mãos na cadeira. Na segunda, flexionamos o joelho e quando o André Santos saiu na cara do gol já começamos a levantar pra soltar o grito. Este André Santos é um baita lateral. O cara sabe jogar bola, pra mim a melhor das contratações que fizemos.
    Mas pessoal, o resultado valeu, os golaços nos deixaram felizes e despachamos o entojinho tricolor. Mas o que interessa mesmo é domingo, quando vamos saber se o time está no prumo.

  8. 22/01/2008

    Nem Cornetar, Nem Alisar




    Palestrino asiático pratica seu esporte predileto

    Muita gente boa aqui tá reclamando que eu cornetei nosso trupicão diante do Sancaetano. Vamos combinar o seguinte: não vamos cornetar – que isso é coisa pros adversários – mas também não vamos passar a mão na cabeça.
    Confio no mano Mano. Acho que ele é um sujeito sério e bom técnico – melhor que todos os últimos que passaram. Ele merece confiança e tempo pra ajeitar a lambança que os outros fizeram. Além disso tudo, ele é a nossa cara, monta times eficientes e brigadores. Pode fazer desta equipe um Curingão tipo 76/79, o pré-Democracia. A genialidade passava a quilômetros da Fazendinha naquele tempo, mas havia bons jogadores num time certinho. E tinha até um centro-avante grosso e matador, que era o Geraldão. E o Finazzi é um Geraldão pós-moderno. Vale gol de joelho, canela, orelha, língua. É o goleador-feijoada.
    Além da injustiça coletiva, me acusam de sacanear o Perdigão sem razão. Aí eu vou puxar a faca. O Perdigão parado, sem fazer nada, já é culpado de alguma coisa. Pelo menos de atentar contra as leis que regem o equilíbrio da natureza. E aquele jogo se resumiu a um embate entre Airton e Perdigão. O resultado do jogo diz tudo.
    Não nego que ele suou a camisa, mas de camisa suada a sauna tá cheia. Ele é tecnicamente inferior ao que precisamos para fazer bonito este ano.

    ....

    Mas isso é página virada. Vamos botar fé no mano Mano e esperar ele entrosar este time, dar um corpo ao bicho. Fazer que nem fizemos os dois jogos: cantar o tempo todo, dar o nosso show na arquibancada. E esquentar o feijão pra encarar a seqüência do entojo: tricolor do interior na quinta, tricolor da capital no domingo.

  9. 20/01/2008

    Pede Pra Sair Zero Oito!

    Cachorro mordido de cobra tem medo de lingüiça. É mais ou menos isso que eu tô sentindo depois deste jogo ridículo em Mogi Mirim. A razão manda dar tempo ao mano Mano. A rigor, a equipe ainda nem está completa.
    Mas logo no segundo jogo da temporada 2008, o Timão me imita com perfeição a equipe de 2007. Quer dizer, nada se compara ao time de 2007, mas o pessoal tentou. Especialmente o Zero Oito, que voltou a ser o que era: um cabeça de bagre. Pô, Zero Oito: pede pra sair! Entre o Perdigão e o Carlos Alberto não tem comparação - pra usar o slogan do adversário do Perdigão no mercado dos presuntos.
    Espero que o mano Mano corrija isto contra o Paulista, que não é sombra deste time ajeitadinho do Sancaetano. Além da falta de articulação, hoje a marcação foi pro espaço. Entregamos o meio campo de bandeja para este sujeito chamado Douglas. Que me faz perguntar: que catzo este fulano está fazendo sem a nossa camisa 10? Ele é o cara. É tudo o que nos falta.
    Mas, vamos respirar fundo. Muita calma nessa hora. Seria injusto cobrar deste grupo atual a tragédia do ano passado. O mano Mano precisa de tempo para colocar a casa em ordem, fechar o time, entrosar os caras.
    Mas tira o Zero Oito, Mano. Ele é a cara do que não queremos ver envergando a Poderosa.

  10. 19/01/2008

    Acosta renova com Bob Esponja



    Acosta anda fazendo bico no Nickelodeon

    Eu achava que o Acosta tinha sido contratado em regime de exclusividade – que trabalharia só no Timão. Mas ele continua ajudando o Bob Esponja no papel de Lula Molusco, como vocês podem perceber na ilustração acima. Quem fez a denúncia foi o Tiagão, mano lá de São Bernardo.
    Se alguém queiser saber mais obre o assunto, dê um pulo no wikipédia - target="BLANK">http://pt.wikipedia.org/wiki/Lula_Molusco


    ...

    Bando de Carecas Para Apavorar os Encardidos

    Pô, se tem um time mala, carninha de pescoço na nossa vida é este tal de Sancaetano. Pense num time chato. E para enfrentar os maletas, nós temos o nosso amuleto, que é a dupla do pavor: Finazzi e Acosta. Na quinta o Acosta só não guardou o dele por azar. Ciscou ali na área um tempão e estivesse em campo mais uns minutos, acabava batendo aquele pênalti que o Tiozão marcou no replay.
    Aliás, já que lembrei do jogo de quinta, é bom dizer algumas coisas. A gente tem de calçar as sandálias da humildade porque o primeiro tempo foi de coçar a cabeça.
    Ficou evidente que falta ali um meia armador, daqueles clássicos. Puxando aqui pela memória, os últimos que tivemos foram o Ricardinho e o William – garoto que foi prematuramente passado nos cobres.
    Não sei se alguém aí viu algum treino nosso, mas estou curioso pra saber como é este moleque aí de São Bernardo, o Rafinha. Porque se ele bate uma bola, tem que entrar. O Marcel é raçudo, mas pode ser no máximo um volante. O Alessandro subia bem no apoio, mas não é um articulador. Então nosso jogo na quinta foi muito previsível. Era um monte de lançamentos pro Ratinho, alguns pro André Santos e tome bola na área pra Finazzi e Acosta.
    Tem outra coisa que o mano Mano precisa fazer urgentemente: pintar as carecas. Explico. Com Acosta, Finazzi, Alessandro e Marcel, mais um bando de caras novas, tá difícil saber quem é quem. É tudo careca de camisa preta e branca. Sugiro pintar as carecas, cada uma de uma cor, sendo que o uso do verde é proibido. E acaju já tem proprietário lá no Morumbi.
    Se alguém tiver tempo pra pintá-las virtualmente, avise que eu penduro.

    ...


    Voltando ao principal: o Timão tem a faca e o queijo na mão para vencer mais uma. Os sancaetalinos perderam o estádio – parece que foi interditado porque tem um nome muito feio – e vamos jogar praticamente em casa, em Mogi Mirim, cidade que é nóis.
    Vamos lá, rapaziada: raça e tradição pra trazer os três do interior e se isolar na ponta da tabela.

Edson Campos é publicitário, maloqueiro e sofredor. Descobriu em pesquisas recentes que o futebol foi inventado em 1977, por São Basílio. É torcedor do único campeão mundial reconhecido pela Fifa e não faz questão destes torneiozinhos de férias que dão carro como prêmio. Acredita que o sistema político perfeito é a Democracia Corinthiana. Seu prato preferido é leitão – de qualquer jeito. É São Jorge lá e nóis aqui: minha vida, minha história, meu amor!

2000-2007 Globo.com. Todos os direitos reservados.