GloboEsporte.com

Blogs e Colunas

Blog do Torcedor do Santos

Topo do Blog
  1. 23/11/2007

    Cala Boca Não Tinha Morrido?

    Nosso matador foi arrancado à força do último jogo do campeonato, decisivo para nós. Dizer o que? A CBF nos dá um golpe de tapete e nos tira um jogador crucial no momento mais importante para o Timão.
    Voltamos aos anos de chumbo. Tempo em que não se podia falar, tempo em que o jogador tinha de ser cordeirinho, de cabeça baixa, sempre dizendo amém.
    Nosso matador tem personalidade e pode até ter errado. Mas fica aqui uma pergunta: e se fosse jogador de um certo time com listras verticais na camisa? A CBF faria isso? Duvido. E se fosse carioca na nossa situação? Duvido.
    Fazer o quê? Como não adianta chorar o leite derramado, vamos em frente. E vamos de trio ligeirinho (lembram? o ratinho que ia na maior vula no deserto?). É o hermano Arce mais Lulinha e Dentinho. E que as roupas de Jorge estejam com eles.

  2. 21/11/2007

    Canarinho Alvinegro
    Zaga bisonha, meio de campo perdendo todas, atacantes batendo cabeça, a bola apanhando. Um goleirão e um matador fazendo a diferença. Tô falando de quem? Parece nosso Timão no final deste Brasileiro, né? Mas tô falando é da Seleção, que venceu suado, dum jeito bem alvinegro, a boa equipe celeste.

    Alvinegro Canarinho
    Que daqui a sete dias o Timão tenha sua noite de Seleção, vença o Vasco e faça a Fiel Torcida suspirar de alívio.

  3. 19/11/2007

    Avacalharam o Santo

    Bragantino e Nike estão no mesmo balaio. Resolveram avacalhar nosso segundo santo de plantão, o Felipe. A empresa que fornece nossos Fardamentos (bonito, heim?) não tem camisa nem pra ele jogar mais. Já não bastava a falta de camisa para vender, o que já vem acontecendo há muito tempo. O que a imprensa noticia como sucesso de vendas é, na verdade, fracasso de competência da Nike, que não soube planejar vendas e entrega de material para o clube. Tá apoiando a pirataria - a essa hora, a 25 tá cheia de banquinha vendendo camisa azul, cinza e preta da Número 1 Mosqueteira.
    Já o Braga resolveu especular. Fica enchendo os piquás porque quer dindin pelo Felipe. Pô, espera o campeonato acabar! Não atrapalha o moleque! Deixem nosso Santo em paz!
    E vamos esquentando as turbinas para a outra quarta, quando o Timão vai papar Bacalhau a Pacaembu.

  4. 17/11/2007

    Jogo dos Erros

    Estive no Parque São Jorge faz uns 20 dias. E fiz facinho, facinho o jogo dos erros. Vamos lá:

    Culto ao Mito
    O Memorial, que é muito bacana, tem mais fotos do Dualib do que do Sócrates, por exemplo. Não vou nem comparar com nosso Velhinho troca-tudo, o Vicente Matheus. Em nenhuma dessas fotos Dualib está de pijama listrado. Isso é uma cafajestada. Coisa de Fanfarrão – pra usar uma palavra que está na moda. Já que um dos novos diretores foi até o Barcelona pra ver como eles saíram da draga, podia prestar atenção e trazer o exemplo. O Memorial do Barça é sensacional e trata apenas do que houve dentro das quatro linhas, ou coisas muito relevantes para a história do Clube. Não tem uma, repito, uma menção ao nome do presidente do clube. O memorial do Timão é o retrato de suas diretorias recentes: Um clube que representa uma Pátria, com uma diretoria de Clube de Bocha da Vila Livieiro. Não, desculpe. O pessoal da Vila Livieiro é gente honrada e trabalhadora. Não tem nada a ver com a quadrilha que tomou conta do Timão na Era Dualib.

    Incompetência
    Quem é o maior ídolo do Corinthians neste campeonato? Até o matinho do Pacaembu sabe que é o Felipe. Mas não o nosso fornecedor de material. Há muito tempo não tem uniforme do Felipe para vender na loja. Quem quiser que se contente com um chaveirinho. Eles também pararam de fornecer material para fora de São Paulo. As numerações são restritas e os modelos também. Resumo: a Nike hoje é a maior parceira da pirataria de uniformes do Coringão.

    Festa do Câmbio
    Naquele sábado, aproveitei pra comprar ingresso do jogo Corinthians e Atlético do Paraná. Desde a quinta-feira não tinha mais ingresso de arquibancada ou os promocionais. Os cambistas fizeram a festa. Sobraram apenas as numeradas. Como sempre.

    Tertúlia Incômoda
    Conversa estranha ouvida perto do restaurante:
    Conselheiro - E o contrato do Paulo Baier, tá acabando?
    Empresário - Acaba agora no fim do ano. Se vc quiser, dá pra fazer negócio.

    O técnico Nelsinho, assegurado pelo presidente em 2008, não participava do diálogo. Quer dizer então que quem decide a compra de jogador continua sendo cartola? E que este é o nível dos reforços?

    Bambi no Parque
    Agora, completando o retrato, contrataram Nizan Guanaes para o marketing do Todo Poderoso. Guanaes é um profissional brilhante, nada contra a competência. Mas até os vestidos da Daslu sabem que ele é bambi até o pescoço.
    Pô, se é pra salvar o Corinthians, nós temos o Washignton Oliveto. Alvinegro de Corpo e Alma, um dos autores das páginas mais bonitas da história do Timão – a Democracia Corinthiana. E, na opinião deste modesto escriba, o melhor publicitário que este país já teve.
    Mas eu entendo a decisão da nova diretoria. Para Sanches, Guanaes basta.


    Tô começando a achar que a luz no fim do túnel é de algum trem...

  5. 16/11/2007

    Valei-me, meu São Jorge!



    Que a CBF era sádica eu já sabia. Apenas sádicos são capazes de botar um técnico como o Dunga na Seleção Brasileira. Nada contra ele. Desde que vestiu nossa camisa número 5 e bebeu a água da bica do Parque São Jorge, ele até que virou um ótimo volante. Mas só alguém que gosta de se divertir às nossas custas pode colocar um técnico de repertório mental tão limitado. A começar por aquelas camisas esquisitas e a história de botar gola até o pescoço na África e camisa de mangas na Sibéria. Dá uma agonia só de ver o sujeito.
    Bem, mas a minha revolta com a CBF é o adiamento do jogo contra o Vasco, que significa, por tabela, adiar nossa angústia. O que é que nós vamos fazer em duas semanas? Sobre o que eu escrevo? A diminuição das minhas unhas, meu coração apertado?
    Quero ver logo o Bruno Otávio em campo queimando a minha língua, batendo um bolão e fazendo o gol da nossa vitória. Quero ver A Muralha em ação novamente – e já aviso que agora o Felipe só ganha referências em letras maiúsculas. Quero ver nosso ataque formado pelo trio turbinado voando baixo no Pacaembu. Pô, eu quero ver bola rolando.
    Mas, o que nos resta nestas duas semanas é rezar. Duas semanas de orações e concentração. Duas semanas de catiça acumulada contra nossos adversários.
    Então começo a reforçar o time do Sobrenatural com Jorge da Capadócia, música linda, feita pelo corinthiano Jorge Benjor, em homenagem a nosso Santo, que vai nos valer neste final de campeonato.

    Ouça aqui Jorge da Capadócia, com Jorge Benjor e Golden Boys

    http://br.youtube.com/watch?v=KIB81oeF1dY






    Um Cone Por Iran
    Teremos duas semanas enchendo lingüiça aqui no blog. Então vamos encher bem, né?
    Começo pela sugestão do Felipe Higa, apoiada pelo Jurandyr, ambos comentaristas do último post. O Blog acaba de endossar a campanha épica: Um Cone Por Iran. A idéia do Higa é simples e genial: basta trocar o Iran por um cone. Cone não faz pênalti. Cone não dá voadora, nem faz figuração para o Karatê Kid. Cone não pensa “agora eu Se consagro!”.
    É isso aí minha gente: Um Cone Por Iran.

    Santo, Goleiro e Ministro
    Outra sugestão de campanha imediatamente endossada por este blog é a idéia do Carlão, de Brasília. Ele quer o Felipe como Ministro da Defesa. Hoje, aqui nesta banda do universo, tem alguém que entenda mais de defesa do que São Felipe? Acho a idéia fantástica. Principalmente porque ele pode acumular os três cargos, sem prejuízo para ninguém: Santo, Goleiro e Ministro. As duas primeiras ele executa junto, com a ajuda prestimosa da nossa zaga, que faz todo o possível para consagrá-lo – sempre entregando a rapadura pro adversário. E Ministro da Defesa é apenas psicológico - já faz uns 200 anos que não entramos em guerra com ninguém.
    Só não me venham querendo colocar ele como goleiro da Seleção. Porque já é difícil segurar o Homem ano que vem jogando no Timão. Se for pra Seleção, vão passar ele nos cobres em três tempos. Nós precisamos mais dele do que o Brasil.

  6. 11/11/2007

    Santo, Santo, Santo!





    O resultado foi ruim, porque ganhamos só um ponto jogando dentro de casa. É, em casa. Como todos puderam ver, só deu a Fiel no Serra Dourada. Comportamento irrepreensível. Pergunto a todos os leitõezinhos que entraram aqui para avacalhar nosso espaço: cadê vocês? Onde estavam que não foram ao estádio?
    Bem, não adianta vocês responderem porque eu vou deletar mesmo. Meus amigos da Fiel, este dedão matador deve ter deletado uns 100 posts da leitoada durante a semana.
    Voltando ao começo, perdemos a chance de encomendar o Goiás. Jogamos melhor, especialmente no segundo tempo e nos faltou bola e um pouco de sorte. Porque competência mesmo, todo mundo já sabe: começa e se esgota na camisa número 1.
    Com uma temporada já dá para construir uma estátua pro Felipe lá no Parque São Jorge. O moleque é muito bom. Faz o negócio parecer fácil. Seu eu fosse presidente do Timão, mandava todo o elenco, inclusive o Nelsinho, dividir o salário do mês com ele.
    Também perdemos a chance de colocar em campo a formação revolucionária: o 8-3. Era Felipe, Betão e Finazzi no ataque. E a rapa dentro do nosso gol.
    Agora não podemos tentá-la porque o Tiozão fez o favor de ganhar um amarelo. E vamos encarar o bacalhau sem matador. Aliás, o doutor juiz, que nem foi tão mal, pendurou ainda o Moradei e o Zelão – este último não chega a ser um problema. Mas a saída do Moradei, na cabeça dos sucessivos técnicos do Coringão, significa, automaticamente, que o Bruno Otávio joga. E o problema do Bruno Otávio é que o Tico fica no Bruno, o Teco no Otávio - e os dois não se entendem. Haja emoção!
    Sou Corinthiano desde 1910 e ainda não aprendi. Achava que nossa agonia acabava hoje. Mas com a gente é assim. Pelo jeitão, vai ser no último minuto da prorrogação do último jogo, com meio de gol de canela marcado pelo Felipe.
    Tchau. Tô indo comprar um desfibrilador.


    Quem é Iran?

    Postezinho à parte. Quem é o Iran? De onde ele apareceu? Qual o foi o círculo do inferno que se abriu pra sair este indíviduo? O infeliz me joga um primeiro tempo daquele e depois... o que foi aquilo? O cara teve um tilt? Duplo mortal carpado de chuteira no adversário dentro da área?
    O mentor intelectual deste blog tem uma tese. Ele acha que assim como o rio corre pro mar, e o escorpião tem a sua natureza, o Iran quer ferrar o Timão. Está no do DNA dele.
    Esqueçam Vasco, Grêmio e os times que serão rebaixados, se São Jorge assim permitir. A maior ameaça que sofremos é a mera figuração de Iran na relação de jogadores para os próximos dois jogos.

  7. 10/11/2007

    O Santo Guerreiro crava mais uma

    São Jorge entrou em campo agora à tarde e detonou o Paraná. Quer dizer: só falta fazer a lição de casa. Se o Timão esquecer a barulhada que os Leitões Caipiras fazem fora de campo, estamos no bom caminho. O time deles é fraquinho, fraquinho. A rapaziada é boa de gogó, mas na hora da bola não tá mandando nada. É obrigação de Felipe & os Mosqueteiros trazer uns pontinhos pra casa. Se for um pontinho só, é perigoso. Mas se cravarmos os três, a canja de periquito vai ter boa serventia: empurrar mais um verde pra baixo e sair de vez da Zona.

  8. 09/11/2007

    Dá Pra Chamar o Cidadão Abaixo de Periquito Esmeraldino?


    O pessoal se entusiasmou com minha descrição da violência enfrentada pela nossa torcida na porta do estádio. Tem muito post fazendo a apologia do quebra-pau. Para não ficar nenhuma dúvida sobre o que penso: quem vai a estádio para quebrar, lutar, praticar vandalismo e qualquer coisa que não seja o futebol, para mim, não bate bem da cabeça. Mais do que isso: deve enfrentar a justiça. Quando quem deveria zelar pela justiça não o faz, a coisa fica pior – e era a isto que me referia. Quem paga ingresso, antes de ser torcedor, é consumidor. E antes de ser consumidor é cidadão. O aparato do estado deveria servir para proteger, não para agredir o cidadão.
    Não acho que este seja o comportamento de toda a torcida deles, não acho que o povo goiano tenha orgulho disso. E não estou escrevendo para incitar nada: apenas narro o que tem acontecido constantemente por lá, e não sai publicado em nenhum lugar na imprensa. Isso é triste para o futebol brasileiro, já que todo mundo tem o direito de se divertir em segurança.
    Que a Fiel invada Goiânia com respeito pela cidade e seu povo e tenha uma só coisa na cabeça: torcer para o Timão.
    Porque atacar patrimônio e buscar confusão só joga água no moinho dos adversários do Todo Poderoso. É não honrar a Camisa Sacrossanta. E São Jorge castiga.

    A moçada que veste aquela camisa tenebrosa está reclamando que eu estou chamando eles de bicho e apelido errados. Eles querem ser conhecidos por “periquitos esmeraldinos”. Hã? Será que entendi errado? Periquito? Esmeraldino? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
    Bem, lá no blog deles, muito bem escrito pelo Junior Vilela, eles se chamam como quiserem. Aqui vai ser o leitãozinho caipira mesmo. E vocês já sabem, gostamos de pamonha, mas nosso prato preferido é um leitãozinho assado.

  9. 06/11/2007

    Pamonha, Borracha e Apito

    Povo, o negócio em Goiânia é complicado. A única coisa fácil que tem por lá é a pamonha, vendida do lado de fora do estádio. E acaba aí a moleza.
    Pedreira, rapaziada, encarar o leitão caipira. A dureza começa do lado de fora. O grande evento anual da Tropa de Choque é a chegada da Fiel. Neste exato momento devem estar treinando para nos receber com a habitual cordialidade.
    Normalmente, a polícia faz um cordão - que era para ser de isolamento. Mas vira corredor polonês. Já estive lá umas três vezes. Em 2005 foi a última. Eles nos fizeram passar pela polícia e depois por um corredor formado pela torcida deles.
    Com uns 30 mil fiéis do lado de fora, eles abriram um portão. Repito: UM portão. Encurralaram a gente na entrada do estádio e começaram a distribuir gás lacrimogêno, e muita, mas muita borracha.
    Neste momento percebi que a pamonha com lingüiça vendida do lado de fora fazia parte do repertório de boas vindas. E uma parede de soldados montados em cavalos e segurando cachorros me separavam do banheiro. Foram horas de suor (por causa da pamonha) e lágrimas (por causa do gás lacrimogênio).
    Quem teve sorte entrou com 10 minutos de bola rolando, tendo chegado uma hora antes do jogo. No campo, foi difícil com o time de 2005. Aquele, com Carlitos à frente. Aliás, Ele guardou o nosso gol. O juiz merecia um post à parte, que nós vamos dispensar porque já conhecemos a cantinela decor e salteado. E os caras carimbaram a nossa faixa.
    Nelsinho tem razão em pedir para a diretoria ficar de olho no juiz: o bicho chega dobrado no Serra Dourada. Não vou dizer que eles roubam, porque isso não existe no futebol brasileiro. Mas digamos que o Gaciba vira um mero batedor de carteiras perto dos juízes escalados em Goiânia.
    No entanto, os porquinhos caipiras estão ladeira abaixo. O time deles este ano é fraco. Consegue ser mais fraco que o nosso. E eles até torcem, mas estão longe de chegar perto do chinelo da Fiel, que promete mais uma invasão. Vamos empurrar o Timão que a vitória lá é meio caminho andando pra acabar com esta agonia, este calvário pedrogoso que virou o final do Brasileirão. Se o time entrar com raça e o Tiozão Matador picar o cartão de novo, é o que basta. 1 a 0 em Goiânia é sacolada.

  10. 06/11/2007

    Desculpem a nossa falha

    Pessoal, perdão. Deletei sem querer o post do domingo. Se puderem comentar de novo, agradeço. Se não, a amizade é a mesma. O texto em si, foi pro espaço. Mea culpa, mea máxima culpa.

Edson Campos é publicitário, maloqueiro e sofredor. Descobriu em pesquisas recentes que o futebol foi inventado em 1977, por São Basílio. É torcedor do único campeão mundial reconhecido pela Fifa e não faz questão destes torneiozinhos de férias que dão carro como prêmio. Acredita que o sistema político perfeito é a Democracia Corinthiana. Seu prato preferido é leitão – de qualquer jeito. É São Jorge lá e nóis aqui: minha vida, minha história, meu amor!

2000-2007 Globo.com. Todos os direitos reservados.