Gustavo Nery de volta ao Timão?

Musas do Timão



Injustiça também é do futebol
O Corinthians foi muito melhor durante toda a partida. Muito melhor mesmo.
Marcou como nunca, teve boas chances, mostrou personalidade. Betão e Fábio Ferreira foram soberanos na defesa, Bruno Octávio não perdeu uma bola, Rosinei fez uma grande partida – coisa que há muito não acontecia – e Felipe não precisou fazer nenhuma grande defesa.
O Timão teve meia dúzia de chances de gol, uma delas inacreditável com Dinelson que dentro da pequena área e sem nenhum marcador, chutou por cima. As outras foram com Rosinei e Finazzi que fez partida sofrível, tropeçou na bola, mostrou que não é, pelo menos por enquanto, o “matador” prometido.
Willian correu muito, esbanjou disposição e voltou a dar uma cara ao Timão.
O primeiro tempo foi só do Corinthians, mas o gol não apareceu.
O segundo tempo, mesmo mais parelho, deveria ser nosso já que as chances de gol continuavam a aparecer.
Mas o Timão não fazia, e chavão a parte, quem não faz, toma.
O ditado, cruel, fez de Dagoberto, que não pegou na bola durante todo o jogo, seu ator principal. Ele abriu o placar numa bobeada da defesa aos 37.
E quando parecia que estava tudo perdido, que o time ia amargar mais uma derrota, a lógica prevaleceu.
Zelão empatou aos 47 em mais uma linha de impedimento do São Paulo, esta, burra. Gol legítimo do zagueirão que já marca seu segundo em clássicos.
E não tinha tempo pra mais nada.
1x1 e o Timão amarga a 14a posição na tabela. Sempre é bom lembrar, com um jogo a menos.
Jogo injusto, placar quase revoltante.
O Corinthians não mereceu o empate num jogo que poderia ter sido decidido já no primeiro tempo.
Mas a personalidade do time foi pra animar, pra empolgar a nação corintiana. Um time envolto em brigas políticas que entrou motivado e mostrou vontade. Esqueceu tudo, partiu pra cima.
Foi um jogo pra reforçar o orgulho corintiano, pra voltar a beijar a camisa e gritar com o peito cheio: Vai, Corinthians!
Esqueçamos da política por hora e voltemos ao futebol
"Esquenta" para o clássico - Parte II
Dia histórico para o Timão
12 de Julho de 2007. Essa data pode entrar para a história do Corinthians como o dia da limpeza, o dia da volta às origens, o dia em que um presidente e investidores mal intencionados foram parar na cadeia.
E que venham os são paulinos! Vamos invadir o Morumba, a casa deles, e voltar a fazer a festa no SPFC, o Salão Para Festas Corintianas.
Pela volta ao Pacaembu

"Esquenta" para o clássico - Parte I
Nem o Terrão salva
Este texto poderia ser uma defesa ao Terrão, a Bruno Bomfim, o Dentinho, que se antecipou muito bem ao zagueiro e ao goleiro para empatar o jogo já perto do fim.
Mas antes do gol o corintiano viu um time apático, perdido, sem objetividade onde jogadores mal conseguiam dar passes de 5 metros. Um time sem vontade que errou cobrança de lateral. Um time medíocre.
O jogo não mostrou uma grande jogada, um belo lance.
Foi horrível. Rosinei nota zero, Kadu negativo. Pedro "faz-me-rir" continua igual, ou seja, péssimo.
Finazzi quase fez em lance feio, Everton Santos idem. E Dentinho fez pra empatar, somar um ponto e ocupar a 11ª posição.
Mas não foi Corinthians. Definitivamente.
E a Fiel torcida deu seu recado vaiando o time mais de uma vez no segundo tempo.
Empatar com o Flu nunca é mal resultado. Mas empatar com esse Flu, é. Tomando gol do Somália, mais ainda. Assim, esse blogueiro não comemora o empate. Lamenta, lamenta muito.
E torce para que o Timão encontre seu rumo, que o Terrão tão acreditado e valorizado pelo corintiano passe a resolver.
Ah, torce também para o Carpegiani parar de inventar.
E que venha o São Paulo!
Um jogo clássico com dois times nem tanto
Este blogueiro se desculpa desde já pelos quase três dias sem texto. Está neste exato momento vestido com a 10 preta e branca e com um copo de caipirinha em Parati, na Feira de Literatura. Afinal, tem que melhorar a escrita (burro velho melhora?) para representar a massa alvinegra aqui neste nobre espaço.
Pois o Timão volta a nossa casa logo mais. Encara o Flu, num dos jogos mais importantes da história do Brasileiro. Em 1976 houve a “Invasão Corintiana”, onde mais de 70 mil fiéis invadiram o Maracanã para ver o Timão empatar e se classificar para as finais.
Naquele jogo tínhamos um time menos técnico que o Fluminense de Rivelino e Carlos Alberto Torres, mas tínhamos garra. Muita garra. Zé Maria, Wladimir e o emblemático Geraldão nos representavam. O jogo terminou 1x1 e nos pênaltis Tobias pegou três, sendo uma delas repetida pelo árbitro onde ele pegou as duas vezes.
Outros tempos, outros tempos...
O jogo que começa já já além de marcar o retorno ao Pacaembu, traz de volta Finazzi e um meio de campo empolgante: Carlos Alberto, Rosinei, Dinelson e Marcelo Oliveira.
Estarei aqui essa cidade esplendorosa acompanhando o jogo e tornando ela mais alvinegra. Inclusive já ensinei a um gringo a palavra “corinthians”. Disse a ele ser algo como “wonderful” :-)
Estarei também, claro, atualizando esse nosso espaço. Até logo mais.
Ah, o já clássico palpite?
2x1 contra o pó de arroz.
Edson Campos é publicitário, maloqueiro e sofredor. Descobriu em pesquisas recentes que o futebol foi inventado em 1977, por São Basílio. É torcedor do único campeão mundial reconhecido pela Fifa e não faz questão destes torneiozinhos de férias que dão carro como prêmio. Acredita que o sistema político perfeito é a Democracia Corinthiana. Seu prato preferido é leitão – de qualquer jeito. É São Jorge lá e nóis aqui: minha vida, minha história, meu amor!