Presente de grego
Este blogueiro não sentirá saudade de Marcelo Mattos. Valeu, Panathinaikos!
A bruxa voltou
O time jogou mal. Muito mal.
E olha que a escalação com Dentinho e Carlos Alberto animava, mas ambos não apareceram no primeiro tempo.
O Corinthians teve apresentação perdida, apática, completamente bagunçada. E voltou a ser violento - foram 4 cartões amarelos e diversos lances mais "pegados". Pedro, como sempre irregular, foi substituído no primeiro tempo para evitar uma expulsão.
E o jogo, feio. Dois times muito limitados que quase não produziram emoções para o torcedor.
O Sport abriu o placar no último minuto do primeiro tempo em jogada de bola parada e com falha da defesa. Como no jogo contra o Palmeiras.
Mas o Timão voltou melhor no segundo tempo com Carlos Alberto jogando pela lateral. A partir de jogada dele saiu um belo gol de Dinelson, com participação de Clodoaldo. Aos 12 minutos. Parecia que o Corinthians iria para cima do Sport buscando a virada.
Mas cansou e voltou a ser o time do primeiro tempo, bagunçado. O que permitiu que o Sport fizesse mais um, belíssimo gol de Weldon que decretou o placar do jogo: 2x1 para o Sport.
A posição na tabela depois das últimas duas derrotas é preocupante: 13o lugar. E, mesmo considerando 3 pontos no jogo a menos, ficaríamos fora da zona da Libertadores.
Agora é acertar o time, melhorar o preparo físico (o time estava visivelmente cansado no segundo tempo) e aguardar o Fluminense, que ao mandar Carlos Alberto (sim, o das trancinhas e dos cabelos estranhos) de volta pra gente parece já ter começado a disputa no Pacaembú.
E que a bruxa vá embora logo!
Tem Timão logo mais
E o Corinthians começa jogando com Dentinho - uma bela novidade. A molecada do terrão promete e desde já vai mostrando sua cara.
Palpite? 2x1 pra encostar nos líderes.
Enquanto ele não volta...
Ele voltou
Piada recorrente hoje à tarde no Parque São Jorge: bastou Dualib voltar ao Brasil para o time perder.
Clássico é clássico. E vice-versa.
Já diria o filósofo Jardel, clássico e clássico. É jogo de reabilitação, jogo onde o inesperado acontece, onde Davi busca forças pra ganhar do Golias.
Não que o atual Corinthians seja Golias. Pelo contrário. É um time extremamente limitado, mas vinha melhor que o Palmeiras, tinha um certo favoritismo. Era mais time que o Palmeiras. Mas não foi na partida de hoje.
Explicar a partida é simples: quem perde o meio-de-campo perde o jogo. Regra básica do futebol. Os meias do Corinthians tiveram um dia pra ser esquecido, não jogaram absolutamente nada e foram engolidos pelos palmeirenses, tendo em Pierre seu grande jogador.
Resultado: 1x0 para os porcos.
O Corinthians perdeu sua invencibilidade no campeonato e, de quebra, a possibilidade de um recorde – havia 15 jogos que o Timão não perdia em Campeonatos Brasileiros.
Foi um jogo fraco que não honrou a história do maior clássico paulista. Basta ver que o Palmeiras fez seu gol em jogada de bola parada e com muita sorte. E não teve outra grande chance de gol até o fim da partida.
O jogo começou bastante truncado, as duas equipes se estudando e a primeira chance só foi surgir aos 19 minutos com Dinelson, depois de belo lançamento de Clodoaldo.
Mas o Palmeiras dominou o meio-de-campo e não deixou o Corinthians criar chances, foi superior durante toda a primeira etapa. Uma superioridade do sujo perante o mal lavado, é verdade, mas o time alviverde era superior.
No último minuto do primeiro tempo Martinez escorou um escanteio no primeiro pau para Dininho empurrar de carrinho rente a segunda trave. Gol palmeirense. E não havia mais tempo para recuperação, fim de primeiro tempo.
Após o intervalo o Coringão voltou com Bruno Bonfim, o Dentinho, no lugar de Dinelson. Voltou melhor, tentando atacar, mas antes dos dez minutos da segunda etapa o Palmeiras voltou a dominar o meio-de-campo. E foi assim até o final.
Confome o tempo passava o time ficava mais perdido. Marcelo Mattos foi a figura que melhor refletiu esse momento: não conseguiu acertar um passe longo, errou vários curtos e chutou meia dúzia de bolas quase fora do estádio. Foi certamente sua pior partida com a camisa do Corinthians, uma aberração. Marcelo Oliveira e Rosinei, seus companheiros de meia, também foram muito fracos. O primeiro que vinha muito bem teve atuação ruim e o segundo continuou com seu jeito atrapalhado querendo carregar a bola e até pisando nela, sem nenhuma objetividade.
O restante do time também não teve boas atuações: Pedro “faz-me-rir” Silva não acertou (como sempre!) nenhum cruzamento e fez a torcida vaiá-lo quando foi substituído por Carlos Alberto que entrou bem, mas não teve tempo para mudar o quadro. Kadu, que fez sua estréia, teve atuação fraca e dois lances bizarros que fizeram lembrar Marinho - vamos torcer para que tenha sido o peso da estréia.
Mesmo com alguns relampejos de Dentinho, o time não conseguiu reverter a derrota. Atacava desordenadamente, estava completamente perdido. Wilson foi a terceira substituição no lugar de Betão (não fazia mais sentido manter a linha de quatro atrás) e nada fez. Resultado: placar inalterado no segundo tempo, primeira derrota no Brasileirão. Com os mesmo 12 pontos, estamos na 7a posição.
A equipe não conseguiu criar, exatamente como no jogo contra o Paraná. Isso preocupa bastante. É um meio-de-campo perdido, limitado, que sente muita falta de um jogador criativo para fazer a ligação até o ataque.
E o ataque que não tem um jogador que faça a diferença. Pelo menos até agora. Clodoaldo sente o peso da camisa cada vez mais, não joga bem, é pesado, se movimenta com muita dificuldade. E Finazzi só fez o gol contra o Juventude, nada mais.
Mais uma derrota em clássicos. Nesse ano não ganhamos nenhum. Derrota pra ser esquecida pela falta de vontade.
Agora é se preparar para a viagem até Recife onde pegaremos o Sport que vem embalado. É quarta às 16h.
Estamos na briga, o jogo a menos nos ajuda, mas se seguirmos assim teremos muita dor de cabeça no decorrer do campeonato.
Dica cultural de sábado: Corinthians é preto no branco

O que esperar do clássico
O clássico mais importante do ano para o Corinthians é logo mais às 18h10 no Morumbi.
Historicamente o Palmeiras é o nosso maior rival – e nem o tabu contra o São Paulo conseguiu mudar isso. É o jogo paulista de maior tradição e foi com ele nos anos 90 que este blogueiro aprendeu a torcer. Era Evair de um lado e Neto do outro, Ronaldo x Sérgio, Viola x Edmundo, eram clássicos imperdíveis.
Infelizmente a tarde de hoje não nos reserva dois grandes times como os de outrora, mas é um clássico, um jogaço que também não dá pra perder.
Teremos casa cheia e dois times em momentos bem distintos. O Corinthians invicto e prestes a embalar, o Palmeiras sem ganhar um jogo há mais de quarenta dias. Mas como já escrito neste blog, clássico é jogo de reabilitação e o Timão deve tomar cuidado.
Mas não dá pra acreditar em surpresas e o palpite é mantido: 2x0
Que venham os porquinhos!
Carlitos inesquecível

Dois ídolos da Fiel

Edson Campos é publicitário, maloqueiro e sofredor. Descobriu em pesquisas recentes que o futebol foi inventado em 1977, por São Basílio. É torcedor do único campeão mundial reconhecido pela Fifa e não faz questão destes torneiozinhos de férias que dão carro como prêmio. Acredita que o sistema político perfeito é a Democracia Corinthiana. Seu prato preferido é leitão – de qualquer jeito. É São Jorge lá e nóis aqui: minha vida, minha história, meu amor!